sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Não ligue para o tamanho do texto! Leia isso!

A vingança dos nerds.

O primeiro elevador surgiu em 1857. Quase um século depois, em 1950, o elevador foi automatizado. Em 1955, mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo tinham o emprego de acessorista de elevador. HOJE, essa profissão não existe mais! A Tecnologia, depois da vida, é o maior presente de Deus. É a mãe da civilização, das artes e das ciências. Abrace a tecnologia como você abraça a vida. A tecnologia não isola o ser humano dos problemas, mas o faz mergulhar mais profundamente na busca das soluções.
Querida(o) Amiga(o),
Era muito fácil reconhecer um nerd na escola. O nerd era aquele menino esquisito, fechado e tímido que nunca beijou uma garota ou nunca jogou uma bola. Em dias normais, ninguém queria saber dos nerds, e os nerds não queriam saber de ninguém. Somente em dias anormais, aqueles com provas difíceis (todas), é que todo mundo queria sentar perto de um nerd para copiar as respostas certas das provas de matemática ou história geral.
Os nerds, como o próprio nome diz, eram nerds. Eles falavam apenas sobre coisas nerdianas como o Tetris, o TK-80 e um tal de Apple 2. Eles achavam toda a graça do mundo em um tal de Nintendo, Atari e Basic, enquanto a turma mais popular da escola combinava quem ia ficar com quem na próxima festinha do pijama, embalada pela trilha sonora da novela das sete, gravada nas revolucionárias fitas cassete de sessenta minutos laranja e preta da Basf. Os anos passaram, as meninas mais bonitas da escola ficaram gordas, os galãs ficaram carecas, os nerds ficaram ricos.
Os nerds que eu conheci na minha infância, já construiram pontes que unem cidades inteiras, desenharam softwares que seguram milhões de transações em bancos transnacionais, lançaram campanhas publicitárias que ganharam Cannes, venderam milhões de reais em mesas de operação de bancos, lançaram livros, tiveram filhos, se transformaram em verdadeiros galinhas atrás da mulherada. Os nerds mudaram o mundo, porque o mundo mudou, e quem vai dirigir (e já está dirigindo) esse novo mundo são os NERDS! O líder do futuro resolve os problemas de hoje com tecnologia.
Os humanistas vão dizer que eu tô viajando, mas, infelizmente, é a mais pura realidade: a Tecnologia vai destruir milhões de postos de trabalho humano nos próximos dez anos, e abrir, logicamente, milhões de novas oportunidades para quem abraçar as mudanças. Você e eu estamos assistindo a construção de uma nova realidade, goste ou não. Todo problema de negócio pode, deve e será eliminado com o uso da tecnologia.
Eu quero um líder NERD! Eu quero um líder que abraça tecnologia. Eu quero um líder que encontra endereços no Google Maps, lê e-mails no Blackberry, aprende a pronúncia de uma palavra no Dictionary.com, participa de web palestras, grava podcastings, mantêm um blog, participa de um site wiki, é produtivo com RSS, controla as vendas da sua empresa do seu notebook, e obviamente, LÊ e RESPONDE e-mails na velocidade da luz.
Qualquer empresa consegue sobreviver alguns anos sem um plano de negócios formal, mas nenhuma empresa consegue fazer alguma coisa se não tiver um Microsoft Office instalado nas máquinas dos seus funcionários. Qualquer rede de lojas de varejo encontrará na sua filial de comércio eletrônico a sua melhor loja de varejo (vide Ponto Frio, Americanas e Livraria Cultura); qualquer call center de sucesso encontrará nos novíssimos sistemas de reconhecimento de voz o seu futuro reinventado; qualquer loja de revelação de filmes fotográficos encontrará no armazenamento de imagens e foto-livros virtuais a próxima grande novidade; qualquer gráfica off-set sabe que a impressão digital vai transformar o seu mundo de papel; o futuro é brilhante para os CEOs, Presidentes e Diretores de empresas que colocarem o universo da tecnologia no TOPO da lista das coisas que tem para fazer HOJE.
Eu quero líderes que enfrentam os problemas de negócios de frente, e perguntam: "Qual é a tecnologia que resolve esse problema? Quanto custa? O quê é preciso fazer para implementá-la? Quando a teremos rodando com carga máxima? Qual é o plano para que isso aconteça?". Se as vendas da sua empresa estão baixas, é porque demos pouca bola para as tecnologias de automação de vendas que estão disponíveis há tempos, às vezes, até compramos, instalamos, mas não a levamos a sério o suficiente, pagamos caro para implementar e tiramos pouco proveito; se o marketing não consegue medir o retorno sobre os investimentos feitos nas suas atividades, é porque o líder deu as costas para o projeto de implementação de CRM na empresa; se os funcionários estão desmotivados, é porque o líder fez pouco caso sobre essa história de automação da avaliação de desempenho, universidade corporativa com e-learning, portabilidade de máquinas, mobilidade de pessoas e redes wireless; se não sabemos o quanto perdemos de dinheiro com o estoque de produtos que temos, é porque achamos "caro demais" essa história de business intelligence; se batemos cabeça, é porque esse tal de ERP não é prioridade.
Beleza, quebra! Toda empresa que despreza tecnologia merece quebrar. Todo líder que vira as costas para as novas tecnologias merece ser despedido. Dias atrás, a CDW e a O'Keeffe & Company dos EUA, apresentaram os resultados de um estudo recente que fizeram sobre 152 empresas que cresceram dois dígitos nos últimos dez anos. O resultado é NERDIANO! 61% dos líderes dessas empresas responderam que a razão do seu crescimento está ligado ao fato de estarem profundamente envolvidos em todas as decisões sobre tecnologia, 59% desses líderes se consideram power users de tecnologia, 73% desses líderes se consideraram verdadeiros NERDs! 44% considera tecnologia como um investimento estratégico capaz de diferenciá-los no mercado, 35% vê tecnologia como uma maneira de vencer os maiores competidores e reter os melhores funcionários, daí a importância de estarem sempre escolhendo as melhores tecnologias disponíveis para assegurar que os funcionários possam realizar o trabalho que tem que ser feito da melhor maneira possível.
A guerra dos negócios hoje em dia não é entre os mais famosos e os menos famosos. As pessoas não compram os produtos mais famosos e as empresas não fazem negócios com as empresas mais famosas, as pessoas e as empresas fazem negócios com os melhores do mundo.
No fim do dia, nós compramos os melhores, não os mais famosos. Enquanto a turma simpática, ligada no populacho e cheia de empatia, fica famosa e não passa da média, seja um menino esquisito, fechado e tímido, mergulhe nas soluções dos problemas mais difíceis do mundo, nem que isso te custe alguns anos da sua juventude.
QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?
Ricardo Jordão Magalhães
Um Nerd com muito orgulho!
E-Mail e Messenger: ricardom@bizrevolution.com.br
BIZREVOLUTION

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Marketing casado: que seja eterno enquanto dure

Omo e Brastemp estão em lua de mel. E não se está falando apenas da sinergia entre a máquina de lavar e o sabão em pó mais popular do país. A combinação das marcas tem se apresentado como eficaz estratégia para alavancar as vendas dos produtos da Unilever e da Whirlpool. Tanto que, após unir em uma mesma campanha de mídia suas marcas premium, as duas companhias vão repetir a união com as suas segundas grifes: Brilhante e Consul. A Unilever investirá R$ 6 milhões na divulgação da marca Brilhante neste ano. Entre as estratégias, estão uma nova campanha de TV e a mudança do layout das embalagens. Além disso, centenas de pontos-de-venda espalhados pelo país terão fotos de máquinas da Consul – em alguns casos até máquinas verdadeiras para divulgar os dois produtos.
Promover o casamento de marcas de setores diferentes não é uma exclusividade das duas multinacionais. Entre as inesperadas uniões já foram vistos tênis da Adidas co-assinados pela Goodyear, e também o Clio Sedan, voltado para o público feminino, com a marca de O Boticário. São exemplos que retratam o crescimento da curiosa estratégia comercial do mundo corporativo conhecida como “co-branding”. Guilherme Beluzzo, analista da consultoria TopBrands, de São Paulo, acredita que o enlace das marcas se justifica pela eficácia na redução de custos e, também, no resultado que proporciona no sentido de posicionar e projetar as marcas.
“O preço de publicidade nas mídias está cada vez mais elevado. Unificar as marcas e compartilhar identidades pode ser uma boa estratégia para alcançar públicos maiores”, ressalta Beluzzo. Desta forma, é necessário avaliar as afinidades entre as marcas, explorando o que há de comum em valores, estilos e perfis de público – inclusive no aspecto comportamental. “Diga-me com quem andas e eu te direi quem és”, brinca o analista. Mas nem só de flores vive a relação das praticantes do “co-branding”. “É preciso compreender que junto com os reflexos positivos vêm os encargos. Problemas com uma das marcas invariavelmente ficarão associados à outra”, lembra Beluzzo. Desta forma, segundo o analista, as empresas devem estudar com critério as implicações de uma parceria como essa e avaliar se vale a pena.
Fonte: O Portal da Administração - www.administradores.com.br

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Workaholic, eu?!

Ultimamente, com a tal "globalização" batendo à porta, profissionais tendem a mostrar que estão aptos e capacitados para as muitas tarefas do dia-a-dia. No entanto, mostrar serviço além do esperado nem sempre é sinônimo de produtividade e bons resultados. Se você está com excesso de trabalho ou só pensa nele, sente-se estressado e tem dificuldade em conciliar as múltiplas tarefas diárias, cuidado: O "workaholismo" pode estar afetando a sua carreira. Para a empresa, um workaholic (pessoa que só pensa e vive pelo trabalho) pode até trazer benefícios, pelo menos num primeiro momento. Mas, a longo prazo, a pessoa que continuamente se excede no trabalho pode se tornar um doente em potencial - além de virar um profissional de baixa produtividade em comparação aos outros, que conseguem resolver suas pendências no horário normal.
A VOZ DO ESPECIALISTA
Segundo o médico Marcelo Dratcu, especialista em Medicina Comportamental, ser um profissional que gosta do trabalho e de cumprir metas é fundamental para o bom funcionamento de uma equipe. Porém, tornar-se um workaholic pode prejudicar o colaborador e a própria equipe. "O workaholic tende a ser mais valorizado porque, teoricamente, ele é produtivo e trabalha muito. Mas, na verdade e na prática, nem sempre trabalhar muito é sinal de produtividade", afirma Dractu. O especialista aponta ainda que trabalhar em excesso não quer dizer que o colaborador irá conseguir atingir resultados considerados positivos. "Ainda que trabalhar muito possa ser considerado por superiores ou pelo próprio profissional como pré-requisito para um bom desempenho, em algumas situações isso pode ser um tiro pela culatra. O workaholic nem sempre tem um desempenho tão bom quanto gostaria de ter."
SINTOMAS
O "workaholismo" não é considerado uma doença. No entanto, pode acarretar doenças e problemas diversos ao organismo. "O workaholic trabalha sem parar, tem uma visão distorcida do lazer e come pensando no trabalho. Por isso, pode agravar gastrite, doenças cardiovasculares e é prejudicial para pessoas com pressão alta", explica o médico. Geralmente, o individuo considerado um workaholic nem percebe que possui tais características, pois ele considera que trabalhar em excesso é normal. Nestes casos, a sugestão é acompanhamento de quem entende do assunto e ajuda na própria empresa. "Na verdade, a responsabilidade de avaliar como o profissional trabalha durante o seu expediente é da empresa. Caso ele demonstre sintomas de problemas acarretados pelo excesso de trabalho, deve buscar acompanhamento clínico e aconselhamento para a vida pessoal" diz o médico.
LIÇÃO DE CASA
Segundo Elmano Nigri, presidente da Arquitetura Humana (empresa especializada em Gerenciamento Estratégico Humano), existem empresas que apreciam os profissionais workaholics. Mas é preciso ter cuidado. "Na maioria das vezes, o exemplo vem do presidente, que chega até a exigir que seus colaboradores diretos fiquem em reuniões que se alongam noite adentro. Por outro lado, existem corporações que se preocupam com o bem-estar dos seus profissionais, demandando que eles cumpram rigorosamente seus horários de trabalho. Algumas empresas até incentivam períodos de recompensas fora da empresa", diz o consultor. Para ajudar a identificar o profissional afetado pelo problema, Nigri explica que apoio e orientação devem partir da empresa e destaca a importância de haver um equilíbrio entre as demandas de um cargo. "Os dois lados precisam ter a percepção de que, sem um planejado equilíbrio, o sucesso em geral terá um preço muito alto para uma das partes, ou até para as duas", comenta o especialista em estratégia humana.
QUALIDADE DE VIDA
Para combater o problema, as pessoas consideradas workaholics devem procurar ajuda assim que identificarem os sintomas. Mudar o estilo de vida, relaxar, tirar férias e ter uma vida pessoal ativa são peças-chaves para alcançar o tão almejado equilíbrio. Tratamentos e terapias comportamentais que ajudam a identificar e tratar uma pessoa workaholic - já que ela não consegue perceber a sua condição - também são fundamentais. "Usar o bom senso, aceitando que não é uma máquina e que precisa de momentos de descanso, o tornará ainda mais produtivo no trabalho", conclui o médico Marcelo Dratcu. TESTE Para descobrir se você está passando dos limites no trabalho, responda às questões abaixo, elaboradas especialmente para o Jornal Carreira & Sucesso pelo Dr. Marcelo Dratcu, médico especialista em medicina comportamental.
VOCÊ É UM WORKAHOLIC?
1. Você tem dificuldade de relaxar ou repousar no seu tempo livre e evita tirar férias?
2. Faz muitas coisas ao mesmo tempo e marca o maior número de compromissos no menor espaço de tempo possível?
3. Releva a vida pessoal e familiar em prol do trabalho?
4. É agressivo ou muito competitivo no trabalho?
5. Trabalha ou lê quando come, ou antes de dormir?
6. Tem dificuldade em estabelecer limites de horários para trabalhar?
7. Teme a aposentadoria?
8. Sente-se culpado quando relaxa ou não trabalha?

Se você respondeu "sim" em pelo menos três questões, fique alerta: você está entrando no limite do workaholismo.
Caso a resposta tenha sido positiva para a maioria das questões, você apresenta as características de um workaholic. Cuidado: sua carreira e sua saúde podem estar em perigo. Procure aconselhamento com familiares, amigos e colegas de trabalho sobre o seu comportamento e a sua rotina. E não deixe de consultar um especialista.

*Sob a orientação de Fernão Silveira.

Fonte: http://www.catho.com.br/ - Carreira & Sucesso Newsletter

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Aprenda com quem sabe

"Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama quando a recebe após três semanas depois somente.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando apenas ser notado.
Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranquilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos e espera pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si, ou simplesmente baixam a cabeça e fingem não me ver.
Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se...
Sabe quem sou?
Eu sou o cliente que nunca mais volta!
Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua empresa. Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de "CORTESIA".
Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar."

Sam Walton
Fundador da Wal-Mart, a maior cadeia de varejo do mundo.

Fonte: Jornal Bairro - Florianópolis 16/07/07.